Carnaval + Netflix = Amor

18:14:00

Se você não curte a folia caótica do carnaval e prefere ficar em casa, no ar condicionado e com nada além de bombas calóricas na geladeira, não se sinta mal quando seus amigos te criticam, a gente do Fim do Capítulo te acha um vencedor! E o que é melhor pra esse feriado (mais que conveniente, não podemos negar) do que maratona de séries na Netflix?!

Afinal, como já dizia a milenar sabedoria chinesa: Carnaval + Netflix = Amor
Foi pensando nisso que selecionei algumas das minhas séries favoritas para compartilhar com vocês. Ok, eu admito, algumas delas eu nem terminei ainda, mas todas já garantiram um lugar cativo no meu coração. Tem também muitas outras que estão na minha lista de “indicadas por pessoas de bom gosto”, mas como ainda não assisti, não tenho como opinar... ),:
Então, preparados pra começar a maratona de carnaval?

Narcos

Pois bem, comecemos com uma das séries mais hardcore da Netflix. A produção de José Padilha que conta com o muso Wagner Moura no papel do traficante colombiano Pablo Escobar faz qualquer um ir dormir de estômago embrulhado. Apesar de a primeira temporada ter só 10 episódios, eles são bem densos e merecem ser vistos com atenção total. Enfim, vale muito à pena pra quem cansou de comédias românticas. Além de trazer uma história super atual e mostrar uma realidade que tá logo aqui, do nosso lado, tem o divo supremo do Wagner Moura (já disse isso, mas não custa reforçar).
P.S: Veja Narcos sem o “pré conceito” de traficante = homem mal, afinal de contas, em uma cena Escobar se revolta com o abate cruel de uma cadela, o que, todo mundo sabe, é a marca da maldade.

House of Cards

Essa é outra série pra quem enjoou de Friends. O drama político mostra Kevin Space (interpretando Kevin Space) como parlamentar estadunidense sem escrúpulos na sua escalada pelo poder. Sem spoilers, a série divide opiniões entre retratar situações que na prática são muito mais chatas ou muito mais tensas... De qualquer modo, jamais teremos certeza. O diferencial que faz House of Cards ser tão envolvente é a quebra da quarta parede e o tratamento que Frank Underwood dá ao espectador, como se fossemos cúmplices nos seus jogos de poder.


Mad Men

Ah, Mad Men... Como é possível amar tanto uma série e odiar tanto seu personagem principal? Podem me julgar, mas eu acho Don Draper um ser humano desprezível (e talvez seja isso que faça a história ser tão envolvente). Mas em questão de ambientação, não existe parabéns que faça jus à série. O figurino, as locações, os penteados, os móveis... Enfim, é tudo de um primor que não tem como não se sentir nos anos 1960. Se você gosta do tema “vida glamourosa de um publicitário dos anos 60/70”, assista e se apaixone.

BoJack Horseman

Não sei se consigo descrever BoJack Horseman sem dar um nó na cabeça. O desenho original da Netflix me conquistou no episódio piloto e até especial de Natal já tem. Em um mundo onde seres humanos e híbridos de animais coexistem, o “cavalo” BoJack é um ex-ator de sitcom dos anos 90 em decadência vertiginosa. Na tentativa de melhorar sua imagem e voltar para a mídia, BoJack contrata uma ghostwriter para escrever sua biografia. Mas se engana quem acha que só por ser uma animação é infantil, a série traz questões como drogas, sexo e outros “problemas de adulto”.


F is for Family

Taí outra série original da Netflix que é desenho animado, mas que não é lá muito recomendado para crianças. F is for Family trata de uma típica família classe média dos Estados Unidos nos anos 70, com o chefe da casa, a mãe que tenta ter uma vida além das obrigações domésticas, um adolescente problemático, e um casal de crianças que se mete em altas confusões. Quem é fã de desenhos adultos tem a obrigação de assistir F is for Family. A inserção no cotidiano dos anos 70, como todos os seus preconceitos e tabus, é sensacional. O único problema é que a primeira temporada tem só seis episódios, o que me fez ficar órfã de séries rapidinho.


Jessica Jones

Jessica Jones tá aqui representando todas as séries da parceria entre Marvel/Netflix (não vi todas, mas só ouço coisas boas). O grande diferencial dessa série é que a heroína em questão não tem nada de heroica: trabalha discretamente como detetive particular e é assombrada por um passado trágico. Pra quem gosta de quadrinhos, mais do indico essa história em que a super heroína não usa máscara e tenta ser o menos super possível.

Grace and Frankie

A única comédia da lista! Grace and Frankie tem momentos em que você escolhe: ou pausa e ri ou assiste. Tudo começa quando um casal de amigos sai para jantar e os respectivos maridos contam que são amantes e querem se casar. A partir daí, as duas esposas setentonas (agora solteiras), se vêm obrigadas a conviver e se aturar. Se você ainda está em dúvida sobre dar uma chance pra série, só digo quatro coisas: Martin Sheen, Lily Tomlin, Jane Fonda e Sam Waterston. Sério, precisa falar mais?


DESTAQUE: Sense8

Gente... Gente! Não viu Sense8 ainda? Saia desse blog AGORA e não levante da cama até terminar a primeira temporada. Acredite, não vai demorar tanto quanto você pensa por motivos de: você não consegue parar. Do gênero ficção científica, a série são oito desconhecidos ao redor do mundo interligados por uma força mental/espiritual bizarra. Se os dramas pessoais de cada um já não fossem suficientes (e são!), ainda tem todo o mistério que circunda a relação deles. Destaque para a coragem da Netflix (também conhecida como falta de censura da TV) de retratar demonstrações de afeto e sexo independente de gêneros e sexualidades, além DA cena de nu frontal masculino. Ganhou meu respeito!


Para Rever: Lost

Ignore o que dizem sobre o final, alguns gostaram, outros não entenderam. Lost É uma boa série e vale SIM à pena ser vista, ou no meu caso, revista. Apesar de serem longas seis temporadas, a história densa e cheia de mistério (admito, alguns não esclarecidos), Lost rende uma excelente maratona de carnaval. Você simplesmente não vai conseguir viver até ver todos os episódios sobre os passageiros de um avião que cai em uma ilha perdida no tempo e no espaço. A verdade é que você nunca vai ter a experiência de quem viu na época e acompanhou teorias mirabolantes e leu livros sobre o tema, mas vale à pena. Sério.
Nunca Assista: Under the Dome 
Resolvi dar uma chance e não consegui terminar o episódio piloto. Roteiro fraco e personagens sem o menor carisma. Conselho de amiga: não perca seu tempo.



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