Como Eu Era Antes de Você ou Como Eu Era Antes Desse Livro

20:22:00

Eu costumava pensar que, nessa vida, a única coisa que conseguiria me magoar seriam pessoas. Isso até ler um certo livro chamado "Como Eu Era Antes de Você". Antes de jogar todas as minhas opiniões, e repassar os pontos no livro me fez sofrer, vou apresentar a trama rapidamente. com spoilers Ok?

A história da britânica Jojo Moyes começa quando ela nos apresenta Will Traynor, um CEO bem sucedido, bonito que adora viver aventuras como praticar Bungee jumping. Um dia ele é atropelado e se vê tetraplégico. Dois anos depois Louisa Clark, 26 anos, alicerce financeiro da família, empacada em um relacionamento que não ata nem desata, perde seu emprego e acaba indo tomar conta de Will.

Spoilers!!

Como já era de se esperar eles acabam se apaixonando. Ele abre a mente dela, compartilhando as histórias que viveu e, mostrando aos poucos, tudo o que o mundo tem  a oferecer. Mas esse  mundo recém-descoberto vem a baixo quando Lou descobre que, devido a sua condição frágil e permanente,Will fez um acordo com os pais: ele viveria por apenas mais seis meses e então procuraria o Dignitas, um centro de suicídio assistido.

Louisa passa seus dias vivendo em constante agonia fazendo tudo o que pode para que ele opte pela vida, por ela e pelos dois. Mas no fim seus esforços são em vão já que, apesar de ter feito tudo o que podia, nada havia sido o suficiente e ele segue em frente com a ideia do suicídio.

Caso você não confie em mim para resumir essa história , o que é totalmente plausível já que eu possuo uma opinião formada e obviamente não estou no controle das minhas emoções o link da editora: http://www.intrinseca.com.br/site/2013/04/antes-de-voce/
Assim vocês tem um pouquinho dos dois pontos de vista.

Confesso que quando cheguei na parte em que ele desiste da vida o nó na garganta ficou grande demais e eu fechei o livro.

Antes de colocar pra fora toda a minha mágoa gostaria de pedir desculpas a autora. Eu provavelmente vou me arrepender, ou não tenho direito, de afirmar, algumas coisas que serão ditas aqui. A história é muito boa e envolvente, se não fosse, eu provavelmente não me daria ao trabalho de escrever esse post. Os personagens são muito bem construídos e os plots são verdadeiros retratos da vida. Mas com esse trecho aqui, você arrancou meu coração e esmagou ele entre seus dedos.

 "— Minha situação não vai melhorar. A chance é piorar cada vez mais e minha

 vida,que já é limitada, vai ficar mais ainda. Os médicos disseram. Há várias
 coisas que estão me atingindo. Eu percebo. Não quero mais sentir dor, nem 
ficar enfiado nessa cadeira, nem depender de ninguém, nem ter medo. Por isso,
 peço a você que, se sente o que diz, me acompanhe. Fique comigo. Me dê o 
fim que desejo."
Olhei-o horrorizada, o sangue bombeando nos ouvidos. Mal consegui entender.
— Como pode me pedir uma coisa dessas? 
— Sei que é....
— Eu digo que amo você e que quero construir um futuro e você me pede paraassistir ao seu suicídio?"
Pra começar você precisa saber que não sou uma pessoa religiosa então esse não vai ser um dos meus argumentos. Até porque eu não acho que você precisa acreditar em um Deus pra achar a vida preciosa. Os pontos que me incomodaram foram:

- Will sabia que queria morrer, que nada o faria mudar de ideia, mas mesmo assim deixou que ela se envolvesse. Talvez o amor não seja o suficiente para te dar forças e querer fazer viver. Porém ao invés de se afastar ele apenas deixou as coisas fluírem;

- Sei que não posso falar por alguém que passa por uma mudança de vida como a de Will, eu jamais saberia o quão difícil é a rotina de alguém tetraplégico, mas mesmo assim me arrisco a dizer que nada vale o suicídio. Eu comecei a pensar nas pessoas que estão doentes, ou que sofreram um grave acidente e estão prestes a morrer e no quanto eles fariam qualquer coisa para ter mais alguns minutos de vida. Enquanto o Will... desistiu dos dele;

- Apesar de na Suíça o suicídio não ser considerado crime ao voltar pra casa os familiares envolvidos passam por um inquérito que averígua a participação deles no caso. Lou, os pais e a irmã de Will poderiam acabar na cadeia por causa dessa decisão. Ou seja além de fazê-los passar pela dor da perda eles ainda enfrentariam um severo processo legislativo;

- Independente de processo ou não, existiam pessoas que amavam ele, que precisavam dele por perto.

Ele fez tudo isso pensando em seu sofrimento e em como pouparia os demais, ele não queria que Lou continuasse a "não viver" a vida que passava ao seu lado. Mas que direito Will tinha de decidir como seria melhor ela viver a vida dela? Você não pode presumir que uma rotina de viagens e aventuras perigosas seja o sonho de todos, simplesmente porque você não pode presumir que todos têm a mesma ideia de felicidade que você. É egoísmo e estupidez pensar que você sabe o que é melhor para os outros.

E essa frase, pequenininha me faz pensar que assim como Will eu estou pressupondo que ele viver seria melhor para todos. SIM, eu assumo, estou cometendo o mesmo erro que ele, mas me colocando no lugar de Lou, nenhuma viagem, quantia monetária ou aventura seria boa o suficiente perto de uma vida ao lado da pessoa amada.

PS: Só pra que você saiba, depois que as lágrimas pararam eu voltei e terminei o livro.

Como você já deve saber, a Warner comprou os direitos do livro, e se com essas poucas palavras não te convenci a dar uma olhada nessa história, é hora de deixar o trailer do filme falar por mim.




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2 comentários

  1. Olá, Marianna!
    Não reuni forças suficientes para começar essa leitura. Tenho receio do choro que virá...rsrs...
    Ótima resenha.
    Seguindo o blog.
    Beijos!
    Gatita&Cia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É difícil mesmo! Espero que o filme seja mais leve, mas na metade trailer eu já estava me desfazendo.
      ahahahaha
      Obrigada! Se estiver interessada em parcerias de blog ou colaborações é só falar comigo!
      Beijos!

      Excluir

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