O dia que conheci o Mundo de Tim Burton

21:38:00

Sabe aquele filme da sessão da tarde que você queria tanto assistir que chegava a inventar que estava doente para poder faltar a aula e ficar em casa? Pois é, isso aconteceu inúmeras vezes comigo e Edward Mãos-de-tesoura, até a minha mãe desconfiar dessa coincidência. 


Na época o nome Tim Burton não representava muita coisa para mim, afinal tinha apenas 9 anos de idade, mas com o passar dos anos fui percebendo que a maioria dos meus filmes preferidos tinha o dedo dele e foi impossível não me tornar uma grande fã. Eram recortes e mais recortes de jornais com tudo o que saia ao seu respeito, e essas pequenas lembranças já me deixavam extremamente feliz. Então imagina ter a oportunidade de vê-lo pessoalmente?

Há mais um ano esse encontro começou a se tornar possível. Foi anunciado a vinda da exposição O Mundo de Tim Burton para o Brasil com a possível presença do cineasta. Foram vários meses de ansiedade e torcida para os boatos se confirmarem até que em outubro do ano passado o MIS abriu lotes especiais de ingressos para a exposição. Como todos sabem o f5 rolou solto até eu receber a confirmação da compra e mesmo assim eu não conseguia acreditar quando concluiu.

Mais alguns meses de espera e lá estava eu na rodoviária embarcando para São Paulo sozinha e com meu livro para ser autografado debaixo do braço. Conferi o endereço, mesmo assim me perdi no metro, tomei chuva e desci infinitamente a Augusta para chegar no museu, depois disso foi só felicidade.

Apesar de estar reduzida, a exposição vale a pena pois mostra um lado de Tim Burton muito pessoal e nos faz entender um pouco mais do processo de criação de renomados filmes como "O Estranho Mundo de Jack", "Os fantasmas se divertem", "A Noiva-Cadáver", entre muitos outros. Há também uma sessão dedicada a projetos não realizados com diversas ideias e esboços que não saíram do papel e também trabalhos de Tim como fotógrafo, artista plástico e escritor.
Menina azul com vinho

Se você for visitar O Mundo de Tim Burton ainda pode descer por um escorregador e dar de cara com o personagem Baloon Boy gigante te observando. A única ressalva negativa, ao meu ver, é a falta de figurinos e elementos de outros filmes do diretor, mesmo assim há material suficiente para passar horas ali dentro viajando por esse mundo de costuras e listras. 

Apesar de estar encantada dentro do mundo do meu diretor favorito, ainda faltava algo para tornar aquela viagem única: o encontro com Tim Burton. Foi então que um dos funcionários passou avisando que ele faria um discurso na área externa do museu e eu sai correndo sem pensar duas vezes. 
Consegui chegar na grade e o meu coração estava na boca. A música subiu, a fachada do MIS recebeu uma projeção mapeada e Tim apareceu. Falou apenas duas frases e já desceu para distribuir abraços, autógrafos e sorrisos para todos que pareciam ter esperado a vida toda por aquele momento. Confesso que eu fiquei boba, não sabia se pegava o autografo, tirava foto ou o abraçava, enquanto uma lágrima de felicidade escorria no canto do olho. Hoje posso falar com brilho nos olhos que não somente realizei meus sonhos de vê-lo pessoalmente como ainda rolou autografo e um cafuné roubado e maroto (não resisti).
Autógrafo conquistado com muito suor e cafuné


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